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Aumentar a família é um sonho possível

André Luiz Eigenheer da Costa, especialista em reprodução humana

Muitos casais sonham e planejam aumentar a família. Mas para outros, esse plano é mais difícil de se concretizar. Isso porque muitas mulheres têm dificuldades para engravidar. Segundo dados publicados na última edição do Jornal Americano de Reprodução Humana, um em cada sete casais apresenta problemas de fertilidade e, em alguns casos, a reprodução assistida figura como tentativa quase exclusiva para realizar o sonho da concepção.

Quando o casal busca por um tratamento de fertilização, na maioria das vezes, já vem tentando engravidar há mais de um ano e não obtém êxito. Com isso, é necessário que o casal realize exames para detectar quais as causas do problema de fertilidade. A existência de cistos no útero, problemas na endometriose, doenças de base como hipertensão e diabetes são alguns dos fatores que impossibilitam o casal de gerar um filho. Por essas limitações, é recomendado a possibilidade do casal realizar o sonho por meio de técnicas como a fertilização in vitro. Esta consiste na transferência posterior de embriões, fecundados em laboratório, para a cavidade uterina. Em alguns casos, é preciso buscar na família uma pessoa disposta a emprestar o útero para gestar por nove meses a criança.

Além dessas, existem outras limitações que podem estar relacionadas com o insucesso de uma gestação, como as fragmentações no DNA. Para reverter esse problema, existe o Teste de Estrutura da Cromatina Espermática (TECE), realizado em uma amostra de sêmen, onde os espermatozoides saudáveis são separados daqueles com defeito genético e identificados de forma precisa. No entanto, existem casos ainda mais graves em alguns homens que apresentam, por exemplo, esperma excessivamente pobre em espermatozoides. Nesse caso, para identificar e tratar esse problema, recomenda-se a técnica ICSI. Nela, o espermatozoide é inserido dentro do óvulo, utilizando um microscópio. Estes espermatozoides podem ser obtidos por aspiração no testículo onde os espermas ficam armazenados, ou até mesmo por uma biópsia. Após a fecundação, o óvulo é recolocado dentro do útero, como na fertilização in vitro.

Mas para cada casal é preciso se definir o grau de infertilidade e o procedimento a ser utilizado, o mais viável é procurar tratamento após um ano e meio tentando a gravidez sem sucesso. Pois esse tempo é importante como primeiro passo da investigação médica. É necessário saber também, que mesmo antes de iniciar um tratamento de reprodução assistida, são feitos exames no casal para a escolha do procedimento e para garantir que cada vez mais famílias alcancem o sonho de gerar seus filhos.

No Brasil, entre 2011 e 2014, o número de fertilizações in vitro realizadas, incluindo mães heterossexuais e homossexuais, aumentou 106% em quatro anos. O total de procedimentos saltou de 13.527, em 2011, para 27.871, em 2014. O crescimento está relacionado a diversos fatores, como a maior distribuição de clínicas e bancos embrionários pelo país, a queda do preço do tratamento para se ter um “bebê de proveta” e o fato de as mulheres optarem por engravidar mais tarde.

No Ceará, Piauí e Maranhão, temos equipes especializadas, formada por médicos, enfermeiros, biólogos, psicólogos e outros profissionais altamente qualificados. Com toda essa estrutura disponibilizada, é possível transformar cada vez mais sonhos em vida e, assim, assistir ao nascimento de muitos sorrisos.

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