O desejo de ter um filho e se tornar pai ou mãe é resultado de um desenvolvimento individual adquirido ao longo dos tempos, de acordo com as circunstâncias da vida. No entanto, nem sempre esse desejo é realizado e um possível problema de infertilidade surge diante da relação conjugal, levando uma série de sentimentos a eclodirem, colocando em risco, muitas vezes, o relacionamento.

O diagnóstico de infertilidade não é dado apenas com base em uma crise individual, mas em uma crise a dois, onde o casal sente a necessidade de refletir a própria relação, bem como sua autoestima e confiança, que diante da situação, começa a se abalar.

A isso, dá-se o nome de Infertilidade Conjugal e o mês de dezembro, também conhecido como dezembro verde, é dedicado a essa causa que, infelizmente, ainda atinge inúmeros casais que após diversas tentativas ao longo dos 12 meses do ano mantendo relações sexuais sem o uso de qualquer método anticoncepcional, não conseguem que a fertilização ocorra.

Buscando alertar sobre a importância do auxílio de um especialista no intuito de conhecer os possíveis impedimentos do casal e, principalmente, tornar o sonho de aumentar a família realidade, campanhas em prol do dezembro verde são realizadas todos os anos chamando atenção da sociedade para os problemas gerados pela infertilidade conjugal.

Segundo a Organização Mundial de Saúde (OMS), cerca de 15% da população é infértil. Ou seja, um a cada cinco casais possuem dificuldades na hora de engravidar. Só no Brasil, estima-se que 8 milhões de pessoas tenham problemas de infertilidade e embora muitas vezes, as pessoas acreditem que a infertilidade é de origem feminina, as causas do problema apresentam a mesma frequência entre homens e mulheres, daí o nome infertilidade conjugal.

A busca pelo diagnóstico e tratamento dessa adversidade levam os casais a optarem pela Técnica de Reprodução Assistida, que caracteriza-se por ser um movimento adaptativo no sentido de encontrar a possível resolução do problema.

Por se tratar de uma enfermidade que atinge a ambos, os parceiros devem agir com cumplicidade, sensibilidade e respeito mútuos, disponibilidade e interesse para o diálogo. No entanto, nos momentos mais difíceis, em que o manejo dos sentimentos é fundamental, deve-se reconhecer a necessidade do auxílio de profissionais experientes para o atendimento individual ou conjugal.

 

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