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Endometriose impede a gravidez das mulheres

Cólicas menstruais intensas, dor durante a relação sexual, dor pélvica crônica, alterações urinárias e sangramento irregular. Estes sintomas são alguns dos principais indícios da endometriose, doença que afeta uma em cada dez mulheres, segundo o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). A doença é considerada como a principal causa da infertilidade feminina e causa grande impacto na qualidade de vida da mulher.

O corpo feminino tem o útero revestido internamente por uma camada de tecido chamado de endométrio, o local onde o embrião se aloja, iniciando assim a gravidez. O ginecologista André Luiz da Costa explica que o processo acontece “quando a gravidez não ocorre, e o endométrio é expelido durante a menstruação. Uma parte sai pela vagina e uma parte vai para as trompas e cai dentro da cavidade abdominal, normalmente o sistema imunológico limpa essas células, mas por alguma alteração “nessa limpeza”, as células do endométrio que ficam, sangram todo mês e podem formar nódulos e causar um processo inflamatório com aderências de trompas, ovários, intestino e bexiga, essa é a endometriose. Como ela se forma com a menstruação, quanto mais demorar para engravidar e menstruar todo mês, maiores serão as chances da endometriose surgir e evoluir”.

A endometriose pode acontecer muito cedo, até mesmo na adolescência, impedindo o transporte do óvulo e espermatozoides, e consequentemente, a fecundação e gravidez. O tempo médio entre o início dos sintomas e o diagnóstico da doença é de mais de sete anos, então é preciso que as mulheres estejam bem informadas, façam visitas constantes ao seu ginecologista, explica o médico.

O diagnóstico de suspeita da endometriose pode ser feito através de exames físicos e complementares, como ultrassonografia, exame ginecológico, dosagem de marcadores e ressonância magnética. Segundo André, o Brasil é referência em diagnostico da endometriose. O tratamento é feito por meio da cirurgia denominada vídeo laparoscopia e/ou também por meio de medicações.

“Dependendo dos sintomas da paciente, podemos definir o tratamento mais adequado, que pode ser com medicamentos analgésicos, hormônios, processo cirúrgico ou técnicas de reprodução assistida. Além disso, ações que melhorem a qualidade de vida, como exercícios, alimentação saudável e psicoterapia, são favoráveis ao tratamento. Por se tratar de uma doença que pode comprometer a saúde física, psicológica, sexual e reprodutiva da mulher, é imprescindível que a paciente com suspeita de endometriose passe em avaliação com um especialista”, finaliza André.

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