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Entenda como ocorre o processo de doação de óvulos

O sonho de ser mãe para algumas mulheres pode ser algo complicado e difícil pelo método natural, por conta de algumas impossibilidades físicas da mulher, como menopausa precoce e baixas quantidade e qualidade dos óvulos. Por isso, muitas acabam procurando tratamentos para conseguir engravidar. Dentre os vários processos existe a possibilidade de recorrerem à doação de óvulos.

Assim como a doação de sêmen é possível realizar a ovodoação, que também é anônima e sem o benefício financeiro direto. No Brasil o Conselho Federal de Medicina (CFM) autoriza a doação compartilhada de óvulos, que é quando uma mulher que está querendo engravidar também, cede parte dos seus óvulos para que eles sejam fecundados pelos espermatozoides do marido da receptora e transferidos para o útero dessa receptora, com isso ela recebe os medicamentos que deverá fazer uso para o estímulo dos ovários. Contudo, mesmo com os avanços científicos e a taxa de sucesso muito alta desse método, ele é um tratamento pouco comentado no Brasil.

Recorrer a ovorecepção não é uma escolha simples, segundo o Dr. André Luiz, especialista em reprodução humana, a escolha desse método também implica com uma barreira cultural imposta pela sociedade. “Existe uma barreira psico-social que é necessária ser superada, para que o casal não tenha receio e medo de recorrer a esse método”, conta o médico.

No Brasil, não existe um banco de óvulos, mas algumas clínicas armazenam óvulos que podem ser usados no tratamento. O especialista explica que as candidatas à doação de óvulos precisam ser jovens e saudáveis e passam por uma bateria de exames para saber se estão aptas a doar os óvulos. “A doadora precisa ter menos de 35 anos e nenhuma doença infecto contagiosa, além disso ela preenche um formulário que contém detalhes sobre sua vida pessoal, histórico médico, características familiares e principais características físicas”, afirma Dr. André Luiz.

A escolha da doadora é feita pela Clínica, de acordo com as características físicas da receptora, após essa seleção, a doadora precisa passar pelo processo de estimulação ovariana através de injeções subcutâneas diárias. “Após cerca de dez dias de estimulação, os óvulos são recolhidos através de punção via vaginal guiada por ultrassom e sob sedação endovenosa. A mulher dorme e não sente nenhuma dor, esses óvulos coletados irão para o laboratório para checar sua qualidade e os maduros serão divididos e injetados com os espermatozoides dos maridos”, explica.

E acrescenta: “Todo o processo é muito controlado e com segurança absoluta que os materiais de cada casal fique em cultura separados e devidamente nomeados por letras e números. Há ainda o tempo de cultura que os embriões ficam, que em média é de três a cinco dias, para só então serem transferidos os dois melhores para dentro do útero da doadora e da receptora, porém normalmente essa transferência não ocorre no mesmo momento. Os embriões excedentes da doadora e/ou da receptora serão congelados para futura nova tentativa ou gravidez”, detalha o especialista.

 

 

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