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Estudo reforça a importância do consumo de peixe durante a gravidez

Um novo estudo divulgado pelo site Daily Mail trouxe à tona mais uma discussão sobre o consumo de peixe durante o período gestacional. Cientistas do Instituto Norueguês de Saúde Pública, em Oslo, concluíram que as mulheres grávidas devem, sim, comer peixe durante a gravidez. O teste foi feito com dados de mais de 39 mil mães e seus filhos, sendo que 2.239 delas foram coletadas amostras de sangue na 17ª semana de gravidez e as outras mães com filhos de 5 anos responderam a um questionário sobre as habilidades de comunicação e linguística dos pequenos.

Através dessa análise e cruzamento de dados, ficou concluído que as crianças nascidas de mães que consumiram 400g de peixe por semana se comunicam e falam muito melhor do que as outras. Durante a gravidez, o ômega 3 é essencial para o desenvolvimento neurológico do feto. Por isso, além de pedir que as gestantes incluam essa gordura na alimentação o quanto antes, os obstetras costumam receitar polivitamínicos que contêm a substância na fórmula. Em alguns casos, os médicos recomentam até suplementos isolados de ômega 3.

Entretanto, os pesquisadores também alertam que esse é o limite para o consumo durante a gravidez e não deve ser ultrapassado devido à alta quantidade de mercúrio, um metal pesado extremamente tóxico que se deposita nos oceanos, em águas poluídas. Mas a tilápia e o salmon, por exemplo, são ótimas fontes de ômega 3 e possuem uma quantidade menor de mercúrio.

Outro estudo, divulgado pelo American Journal of Clinical Nutrition, em 2015, também concluiu que os benefícios dessa proteína podem se sobrepor aos malefícios do risco de contaminação com mercúrio. Segundo os pesquisadores, as propriedades anti-inflamatórias do ômega 3, um ácido graxo produzido pelos peixes, seriam capazes de neutralizar os efeitos negativos causados pela contaminação com o mercúrio. Mas estudos anteriores apontam que a presença da substância no alimento pode afetar o desenvolvimento cerebral do feto, causando, mais tarde, atraso psicomotor, cegueira, surdez e convulsões.

Fonte: Revista Crescer

Texto: Andressa Simonini

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