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Obesidade e baixo peso interferem em reprodução assistida

O mundo tem assistido ao crescimento dos índices de obesidade. Isso é o resultado da combinação do aumento de ingestão calórica, de inadequação da composição da dieta e sedentarismo. Junto a esse fenômeno, vemos ao aumento de procura por clínicas de reprodução humana assistida e queixas em relação à dificuldade de se obter uma gestação.

Em relação às não obesas, mulheres obesas estão quase três vezes mais propensas ao risco de infertilidade e à falha de sucesso na concepção, tanto as que tentam naturalmente quanto as que recorrem a um tratamento de reprodução humana assistida.

Estudos apontam que a perda de 5% do peso em pacientes que não ovulam e estão acima do peso, já é o suficiente para restabelecer ciclos ovulatórios, principalmente nas portadoras de síndrome de ovários micropolicisticos.

Pesquisas demonstram que a qualidade do óvulo pode ser prejudicada em consequência da obesidade. Isto se expressa com menor número de óvulos maduros recuperados na punção ovariana e taxa de fertilização reduzida nos ciclos de reprodução assistida.

No entanto, as pacientes com baixo índice de massa corpórea também podem apresentar dificuldade para engravidar, sendo um fator de risco para distúrbios menstruais e problemas de infertilidade.

Recentemente, um estudo do Fertility ? Centro de Fertilização Assistida avaliou 1.550 pacientes submetidas à injeção intracitoplasmática de espermatozóide.

Os grupos foram divididos pelo índice de massa corpórea (kg/m2) em:

– Baixo peso (<19),

– Peso normal (19-24,9),

– Sobrepeso (25-29,9) e

– Obesidade (≥ 30).

A pesquisa demonstrou que as pacientes com sobrepeso e obesas apresentam taxa significativamente menor de óvulos recuperados. Essas pacientes, junto às com baixo índice de massa corpórea, em comparação com mulheres de peso normal, também apresentaram taxa de fertilização significativamente menor.

O índice de massa corpórea parece não afetar a qualidade do óvulo em relação à morfologia, nem a divisão celular do embrião. No entanto, não podemos excluir a hipótese de que o índice de massa corpórea compromete a competência do óvulo, uma vez que a taxa de fertilização foi significativamente reduzida em pacientes com índice de massa corpórea alterado.

Esse estudo reforça a importância de se realizar um adequado acompanhamento nutricional das pacientes submetidas às técnicas de reprodução humana assistida, visando, assim, o controle do índice de massa corpórea e a ingestão equilibrada de nutrientes, fato que também está associado a melhores resultados nos ciclos.

Além do acompanhamento nutricional, é importante salientar que a mudança do estilo de vida como um todo também faz parte de uma vida saudável. Abandonar o cigarro, fazer exercícios físicos regularmente, diminuir a ingestão de álcool se em excesso etc., também são importantes para as pacientes que passam por tratamentos de reprodução assistida.

Fonte: Minha Vida

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