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Tratamentos de fertilização avançam

Foram 14 anos de inúmeras tentativas e exames para engravidar. Até que a assistente social, Jaíza Lima, 42, realizou o sonho de ser mãe. A assistente descreve que até a chegada do filho, o casal sofreu muito com as tentativas sem sucesso, mas que com o apoio incondicional do esposo, que sempre foi muito paciente e atencioso, nunca pensou em desistir deste sonho.  Jaíza é mãe de Pedro Heitor, que completou três anos no Dia das Crianças (12 de Outubro). “Meu filho é o maior presente que Deus me deu”, declarou.  Além de Heitor, ela planeja aumentar a família e engravidar em 2017.

Assim como Jaíza, mais de 10 milhões de pessoas têm dificuldades para engravidar no Brasil, segundo dados do Ministério da Saúde. Estima-se que a chance de uma mulher normal com idade inferior a 30 anos engravidar é de 20% por mês e depois dos 40 é de apenas 5%. Aos 34 anos, 11% das mulheres já são inférteis; aos 40, 33% e a maioria das mulheres tem seu último filho com 41 anos de maneira espontânea. Aos 45 anos, 87% são inférteis.

De acordo com o especialista em reprodução humana, André Luiz Eigenheer da Costa, isso acontece porque à medida que a mulher envelhece um dos principais fatores ligados à fertilidade é a diminuição da reserva ovariana. “A existência de cistos no útero, problemas na endometriose, doenças de base como hipertensão e diabetes são alguns dos fatores que impossibilitam o casal de gerar um filho. Por essas limitações, explicamos a possibilidade do casal realizar o sonho por meio da técnica de fertilização in vitro que consiste na retirada do óvulo, fecundado em laboratório, e na recolocação dentro do útero como embrião. Aconselhamos que, em alguns casos, a família procure uma pessoa disposta a emprestar o útero para gestar por nove meses a criança”, enfatiza o médico.

Existem casos ainda mais graves em alguns homens, que apresentam por exemplo, esperma excessivamente pobre em espermatozoides. Segundo André Luiz da Costa, para identificar e tratar esse problema, a técnica utilizada é a ICSI. “Nesse tratamento, o espermatozoide é inserido dentro do óvulo, utilizando um microscópio. Estes espermatozoides podem ser obtidos por aspiração no testículo onde os espermas ficam armazenados, ou até mesmo por uma biópsia. Após a fecundação, o óvulo é recolocado dentro do útero, como na fertilização in vitro”, disse o especialista.

No entanto, para cada caso de infertilidade existe um método de tratamento mais indicado para o casal. A técnica de fertilização utilizada pelo casal (caso Jaiza) foi a de fertilização in vitro, onde a gestação foi estimulada por meio dos ovários, o qual recebem doses de hormônios com a finalidade de produzir vários óvulos simultaneamente. “Com a injeção intracitoplasmática de espermatozóide dentro do óvulo, a fecundação dos gametas é aspirada com auxílio da ultrassonografia e fertilizada em laboratório”, detalha o especialista André Costa, acrescentando que os óvulos fertilizados originam embriões, que serão cultivados por 2 a 5 dias em incubadoras especiais e, então, transferidos para dentro do útero.

O especialista afirma que no Brasilos métodos mais comuns são a inseminação artificial e a fertilização in vitro. “No primeiro método, colocamos o sêmen dentro do útero da mulher, durante o seu período fértil, e a fertilização in vitro, conhecida como bebê de proveta, é o método de colocação do sêmen em contato com o óvulo dentro de um tubo de vidro, no laboratório, sendo realizada a fecundação”.

Ainda segundo o médico, a capital piauiense já possui as mais avançadas técnicas em fertilização, com os melhores e mais modernos laboratórios. E equipes especializadas, formada por médicos, enfermeiros, biólogos, psicólogos e outros profissionais altamente qualificados. “O casal que busca por um tratamento de fertilização, na maioria das vezes, já vem tentando engravidar há mais de um ano e não conseguem. Com isso, é necessário que o casal realize exames para detectar quais as causas do problema de fertilidade”, informou.

O especialista concluiu que para definir o grau de infertilidade e o melhor procedimento a ser utilizado, o mais viável é procurar tratamento após um ano e meio tentando a gravidez sem sucesso. “Esse tempo é importante como primeiro passo da investigação médica. É importante saber também, que mesmo antes de iniciar um tratamento de reprodução assistida, são feitos exames no casal para a escolha do procedimento afim de garantir que cada vez mais famílias alcancem o sonho de gerar seus filhos”, finaliza.

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