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Vitamina D reduz risco de pré-eclâmpsia e aborto espontâneo, mostra estudo

Uma das primeiras coisas que se deve fazer quando a mulher decide engravidar é consumir ácido fólico, ainda na fase das tentativas, para ajudar na formação do sistema nervosos e metabólico do bebê. Mas um novo estudo sugere que outra suplementação é fundamental para a saúde da mãe e do bebê: vitamina D.

Cientistas da Universidade de Birmingham, no Reino Unido, realizaram testes laboratoriais para entender como a vitamina D afetava a saúde da placenta. As descobertas mostraram que ela não só promovia o crescimento dos vasos sanguíneos – e consequentemente melhorava o fluxo de sangue do feto –, como também alterava funções das células imunológicas para que o corpo da mãe esteja menos propício a rejeitar o feto enquanto combate eventuais infecções, como as doenças sexualmente transmissíveis.

Isso significa que uma suplementação robusta de vitamina D, antes e durante a gestação, pode ajudar a prevenir muitas condições que afetam o desenvolvimento fetal e até mesmo o aborto espontâneo. “Esta descoberta é particularmente relevante para mulheres com pré-eclâmpsia, uma vez que a condição é resultante de um descompasso dos vasos sanguíneos placentários”, explica o professor de endocrinologia molecular e um dos autores do estudo Martin Hewinson. As fumantes, que também sofrem alterações nos tubos sanguíneos placentários, podem contar a suplementação para potencializar o funcionamento dos vasos.

O problema é que a deficiência de vitamina D é comum em quase toda a população brasileira. “De 100 pacientes que eu atender em consultório, 98 vão ter deficiência”, explica o especialista. Isso acontece não só pela falta de contato com o sol, principal forma de sintetizar a vitamina no corpo, como também o uso massivo de filtro solar, que protege contra o câncer de pele, mas acaba bloqueando a absorção da substância.

O jeito é tomar 30 minutos de sol sem proteção em horários mais indicados (antes das 10h e depois das 16h) e investir em suplementação oral. A indicação para a maioria das pessoas é que os níveis considerados normais de vitamina D estejam de 30 a 60 ng/ml.

Fonte: Revista Crescer

Texto: Andressa Basilio

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